quarta-feira, janeiro 23, 2002

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Tá bom. Já tava ficando chato esse papo de só falar de músicos de jazz. Fica parecendo que eu sou metido a merda, comedor de sushi, personagem de filme de Woody Allen. Tudo bem, eu realmente tenho escutado muito jazz ultimamente, adoro sushi e já vi muitos filmes de Woody Allen e gostei da maioria. Mas também não é só isso, né? Eu escuto outras coisa, e não só Stereolab, como já citei. Lembra do Faith No More? É uma das bandas de rock que eu mais gostei. Tenho The Real Thing e acho um disco bem legal, mas é o disco seguinte, Angel Dust que é maravilhoso. Esse eu não tenho, não sei o que dizer, mas acho que sou um otário. Devo ter tido oportunidades de comprar esse disco e não o comprei. Escutei na época do lançamento, um sujeito que eu conhecia tinha, e gostei. Depois fiquei escutando só as músicas que tocavam na MTV. Tempos mais tarde tive a oportunidade de ouvir de novo e o disco pareceu-me mais sensacional. E, hoje em dia, que eu sinto uma certa falta em escutar um bom disco de rock, algo mais pesado, sinto muito não ter comprado o Angel Dust quando pude. Outra banda que eu gosto muito é o Smashin Pumpkins, tanto que foi a banda que recorri quando me dei conta que estava escutando pouco rock em casa. Mellon Collie & The Infinite Sadness é um dos melhores discos que eu tenho, andei escutando-o ultimamente e tem sido legal. Bom, recentemente eu comprei Murder Ballads de Nick Cave. É um disco muito carregado, tem um clima muito triste e soturno, mas eu um disco que eu precisava ter, acho que por isso mesmo.
Coisas que eu escuto e ninguém me acha metido por isso ou Como eu já fui um fã do Sepultura continua...

domingo, janeiro 13, 2002

Uma coisa que me veio ao pensamento. John Coltrane, como todos devem saber, foi viciado em heroína e em álcool. Ele chegou ao fundo o poço. Só que ele conseguiu se livrar disso. Como ele disse, teve um encontro com a espiritualidade, aproximou-se de Deus. A partir desse encontro ele decidiu que a missão dele era fazer as pessoas mais felizes através de sua música, e a forma que ele encontrou de fazer isso foi compondo e gravando uma obra chamada A Love Supreme. E ele conseguiu. Eu digo isso por experiência própria. Eu tive poucas oportunidades de escutar este disco, mas todas foram especiais de alguma forma. Tipo, o cara encarou o inferno de frente, deve ter se encontrado cara a cara com a morte, e conseguiu escapar - não da morte, é verdade, ele morreu poucos anos depois de gravar o disco - e graças ao talento dele. Não diretamente, claro. Mas acho que teria sido mais difícil se ele não pudesse se apoiar na idéia de fazer música. Fazer boa música. E eu digo isso sem nenhum tipo de complexo de inferioridade. Muito pelo contrário. O Disco é tão bom que não dá para sentir-se inferiorizado por ele. Acho que é o tipo da coisa de você pensar que no fundo foi para fazer pessoas como eu felizes que Coltrane fez isso. Eu me sinto feliz por ter ajudado Coltrane dessa forma. E muito grato por ele ter me dado o privilégio de ouvir A Love Supreme.

A Love Supreme

A Love Supreme

A Love Supreme

A Love Supreme
A Love Supreme

Sabe aqueles dias que você explode se não colocar tudo para fora?
Da próxima vez que isso acontecer vá no banheiro e vomite...

quarta-feira, janeiro 09, 2002

Sound-Dust


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É o CD novo do Stereolab. Muito bom!

Depois de várias tentativas frustradas de acessar esta droga, eis que o Blogger resolveu colaborar. Já estava mais do que na hora.

Deixando o papo de lado, vamos logo ao que interessa.
Procurei uns trompetes pela Internet, fui nos sites de algumas fábricas e lojas de músicas, encontrei uma maravilhoso - embora não saiba dizer baseado em que ele é maravilhoso - pelo menos foi o que o texto do site conseguiu me passar. E pelo preço tinha que ser maravilhoso mesmo. Tudo bem, pode parecer apenas um capricho esse lance de querer um trompete não entendendo nada do instrumento. A única coisa que entendo sobre isto é que eu acho muito bonito e queria saber tocar. É isso. Fico devendo o site da fábrica lá, mas, pensando bem, ninguém vai se interessar por uma fábrica de trompetes, principalmente se chegar a ler este blog.

Por falar em trompete, finalmente foi lançado no Brasil o livro de memórias de Chet Baker. Apesar de querer muito ler este bendito livo, uma coisa me deixou muito puto. O título original do livro é As Though I Had Wings: The Lost Memoir. Tão poético! Lindo, não? Pois é. Mas no Brasil o livro se chama Memórias Perdidas... Vou nem comentar mais nada. O fato é que deve demorar um pouco para poder ler este livro, porque não disponho de grana no momento... Se uma alma caridosa quisesse me dar... mas eu não acredito em almas caridosas. Principalmente depois das últimas coisas que rolaram por essas bandas...