terça-feira, março 11, 2003

Na impossibilidade de escrever algo mais 'elaborado' vou só dizer que sábado eu descobri que ainda posso me surpreender com as pessoas, mesmo quando elas fazem o que se espera que elas façam. Acho isso legal, talvez pelo fato de diminuir um pouco a sensação de tédio que vez por outra toma conta da minha visão de mundo.

Sim, sinto tédio... mas não porque o mundo seja entendiante, mas exatamente porque sei que ele é cheio de possibilidades. E isso de se ter vários procedimentos possíveis nesse mundo me deixa chateado pela falta de opção que eu (o maior culpado) e as pessoas que me rodeiam (as maiores culpadas também) e outras que não estão nem próximas nos damos.

Mas voltando: o que me surpreendeu no sábado foi a forma como as pessoas estavam sensíveis, amáveis e até mesmo apaixonadas. E digo isso sem medo de ter desviado minha visão por causa de um sentimentalismo, não mesmo. Até porque ultimamente tenho sido o oposto disso tudo, não avesso; mas tenho questionado muito sobre sentir certas coisas aparentemente nobres. Mas, no sábado, nada era excepcional, as pessoas continuavam a ser elas mesmas da forma como eu sempre as vi e não era uma data tão especial assim (era o Dia Internacional das Mulheres mas eu nunca entendi esse dia - sem nenhuma conotação machista ou feminista). Parece que as pessoas só lembraram que podem ser assim e sem tornar isso numa coisa especial... é algo que acontece... e só.

Poderia fazer como fez Daniel e relatar uma conversa legal que eu tive com uma garota, que eu até já conhecia, mas não vou fazer isso (parece até que já fiz). Não por uma espécie de timidez e sim porque não quero dar a isso um tamanho maior do que isso merece. Simplesmente porque fiz o paragrafo anterior... e é nisso que quero basear certas coisas daqui pra frente.

quinta-feira, março 06, 2003

... bom, prefiro sempre estar à disposição quando alguém me pede para fazer algo... talvez quando uma coisa legal for acontecer se lembrem de mim

Estou de volta...
... and I'm still dreaming of Cecilia

terça-feira, fevereiro 18, 2003

Ei...
Lembra de Joni e Richard?
Quando você vai se tocar que são apenas bela mentiras?
Well, I think I've just realised that.

Cole & Linda


- Eu amo você. Posso passar a vida sem ter sexo com você.

segunda-feira, fevereiro 17, 2003

Um amigo meu um dia disse que iria ler todos os livro que Kubrick leu, e na mesma ordem, se não me engano. Pode ser algo tentador agir da mesma forma que uma pessoa que admiramos. Talvez dê para se tornar um pouco como ela. Talvez seja possível sentir como ela. Eu particularmente acho que é muito possível. Mas, é importante saber quem você é. Eu já quis ser dez pessoas diferentes ao mesmo tempo. Isso porque sinto uma infinidade de coisas em intervalos muito curto de tempo. E entre um desses lapsos e outros, acho que no fim das contas eu só poderia ser eu mesmo. Mesmo que fosse os dez... mesmo que vivesse todas as experiências dos outros dez... mesmo com todo o esforço dos dez... eu nasci para ser eu mesmo. E não outra pessoa. E o que é pra mim... é meu. O que não é... é exterior, digno da minha atenção, lógico... mas, somente como expectador. As pessoas sentem as mesmas coisas, basicamente. Cada um tem seu jeito de reagir e até mesmo de sentir... mas é a mesma coisa no fim de tudo (aquela velha história de ver as coisas da superfície) é a mesma coisa. Por isso mesmo não é difícil sentir como outra pessoa. Uma pergunta deve ser feita: é isso mesmo que se deseja? Não já se sente o suficiente sendo uma pessoa? Aliás, às vezes não se parece ser mais do que o suportável sentir? Cada pessoa é um mundo. É justo e necessário querer entendê-las. É válido vez por outra se colarcar na posição de alguém para encarar uma questão de outra forma. Mas uma coisa é inevitável: você será sempre você. E o que isso tudo quer dizer? Bom... se coloque no meu lugar...