Não conseguia domir. A saída foi ler Zizek. E, não se sabe como o sono veio. Mas não uma maneira abrupta. Livro do lado, alguns pensamentos organizados e dormir. Até bem tarde no outro dia.
Talvez seja isso: problemas da Latinoamerica, sonho indiano em Nova Iorque (assim mesmo, escrito em português), garota da Romênia e um psicanalista esloveno.
.:Perdi os fios:.
quarta-feira, setembro 10, 2003
domingo, setembro 07, 2003
::sugar, spice and everything nice::
A todas as pessoas que não podem ser de verdade pelo simples fato de que eu não consigo distinguir um filme de Ken Loach e de um filme de Tim Burton.
Um filme de Goddard e um filme de David Lynch. Um filme de Spielberg de um filme de Von Trier. E um filme de Weles de tudo que existe em volta.
domingo, agosto 31, 2003
Sobre uma folha de papel em branco...
... e todas as coisas que nela poderiam estar. Cartas, tratados, receitas médicas, artigos, notícias, recados, contos, primeiras páginas de romances, rascunhos, poemas, desenhos, projetos, também poderia ser um origami, uma bola jogada contra alguém, podia cair no chão e alguém pisar, aí teria uma pegada. Tudo isso esperando um ato de violência que muda a natureza de uma simples folha de papel em branco, que não significa nada, mas pode significar tudo. Quando se para em frente de uma folha de papel sem saber o que fazer, o que ela quer dizer? Por que tortura tanto? Tantas possibilidades, tantas escolhas possíveis, e isso paralisa.
Sobre tudo que poderia ser... mas depende de uma escolha que exclui tantas outras coisas.
sábado, agosto 30, 2003
segunda-feira, agosto 25, 2003
Na nova edição do Dicionário Oxford tem uma nova definição para o verbete 'brazilian'. Brazilian, segundo a ampliação, significa um estilo de depilação dos pelos pubianos femininos no qual só uma pequena faixa de pelos é deixada no centro. Acho que diz muito sobre ser brasileiro. Se alguém aí estiver com uma crise de identidade nacional acho que o conceituado dicionário inglês possa ter alguma relevância para por fim nisso. O dicionário mantém a definição mais tradicional de que brasileiro é algo ou alguém natural do Brasil. Como brasileiro você pode escolher entre uma ou outra, dependendo da conveniência. Isso é que é identidade fragmentada.
Eu saí de casa e fui ver um filme que tinha quase certeza que não seria grande coisa. E estava certo. A festa que nunca termina fala sobre Manchester e sobre as bandas de lá... tem uns toques de humor sobre conhecimento pop e um monte de piadas (a maioria interna), acho que é o típico filme "regional". Lembra de Conceição, aquele curta que mostra o Recife e tem um taxista falando coisas filosóficas como "se Deus fosse colocar um piercing no mundo, ele colocaria no Recife... o Recife é imbigo (sic) do mundo" aí depois aparecia um monte de ilustres desconhecidos da "cena" recifense. O filme inglês me deu essa sensação... só que no caso estamos falando de um movimento musical muito mais intenso e com mais repercussão mundo afora do que o Recife pensou um dia em ter.
Reflexões: o carinha lá, a certa altura, diz que está tentando ser pós-moderno antes que vire moda. Quando eu comecei a tomar contato com Jameson, Baudrillard, Berman e etc, esse papo de PM já era uma piada acadêmica. Mas parece que ainda tem graça, a ponto de estar num filme de humor. Ian Curtis se enforca aos 24 anos, tem uma frase dele dizendo que Bowie é impostor e que se Yeats tivesse morrido aos 25, ele (Curtis) teria ouvido falar do tal poeta. Vou fazer 26 daqui a poucos meses, ainda tenho algum tempo.