sábado, março 30, 2002

Feliz Páscoa. Não tenho nada pra dizer. Quando tiver eu volto a escrever. Disseram-me ontem que eu sou deprimido. Uma pessoa disse e outras duas confirmaram. Isso parece ser coisa séria.

quarta-feira, março 13, 2002

Pois é. Nunca mais escrevi nada nesse blog. Pode ser porque eu não tenho mais nada pra dizer. Pode ser porque estou trabalhando agora e não tenho mais tempo (claro que não é isso). Pode ser porque não quero levar isso como obrigação (se bem que esse post estou mandado meio que por obrigação). Quando tiver algo legal pra dizer eu venho aqui e escrevo.
Bom, estou lendo A Paixão Segundo GH estou achando interessante, apesar de estar sendo num ritmo muito dificil pra mim. Também estou lendo Ficções de Borges, é bem legal. Além disso estou estudando sobre a cidade e tal... Está sendo bem instigante, inclusive pensei na monografia que terei que fazer, acho que vou pegar alguns filmes e analisar., Magnólia e E sua mãe também estarão entre eles. Falar em cinema, vi algumas coisas:O Fabuloso Destino de Amelie Poulain que adorei e me fez quase chorar por duas vezes, sem falar que me identifiquei com a personagem sonhadora e sem rumo; está tendo uma mostra de Truffaut na Fundação, a mesma que teve há quatro anos, vou aproveitar para ver os filmes que não vi na outra oportunidade, se bem que hoje não passou A noiva estava de preto como estava programado, mas revi os três primeiros filmes de Antoine Doinel (Os imcompreendidos, Antoine e Collete, Beijos Roubados). No mais, era pra eu escrever um texto sobre O quarto do filho, mas não consegui falar nada que fosse relevante. O filme é muito bom, sensível e bem verdadeiro. Tem personagens que parecem tão reais que dão saudades quando acaba a sessão. E tem um final muito bonito e... bem comum. O filme nem parece nada demais... mas por isso que ele acaba sendo sensacional.

domingo, fevereiro 24, 2002

Hoje foi um dia legal. Estive rodeado de pessoas legais, o clima festivo e alegre... É bem verdade que, algumas vezes, eu senti falta de algo... Sobre isso tudo que eu tenho a falar é...

God Only Knows
( The Beach Boys )

I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it
God only knows what I'd be without you

If you should ever leave me
Though life would still go on, believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me?
God only knows what I'd be without you

God only knows what I'd be without you

God only knows what I'd be without you

If you should ever leave me
Though life would still go on, believe me
The world could show nothing to me
So what good would living do me?

God only knows what I'd be without you

terça-feira, fevereiro 19, 2002

A uma passante

A rua em derredor era um ruído incomum,
longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;

Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala o frenesi que mata.

Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
So te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!

Charles Baudelaire

domingo, fevereiro 17, 2002

Depois de uma semana turbulenta, e em meio a uma doença meio sacana, decidi escrever alguma coisa. O pior é que não aconteceu nada de muito importante esses últimos dias.
Ontem eu ia com uns amigo ver Trapaceiros de Woody Allen, só que quando a gente chegou lá os ingressos já tinham esgotados. E isso não foi o pior. Depois que decidimos o que fazer da nossa noite eu começo a sentir dores pelo corpo e ficar meio cansado. Pois é, uma febre estava se apossando do meu corpo. Tive que voltar pra casa de ônibus, porque não tenho carro e ninguém por perto tinha também. Mas normal.
Semana passada teve o Carnaval, e por isso tem aquela letra de Manhã de Carnaval em algum lugar nesse blog. Durante o Carnaval rolaram coisas bem legais. Teve o show de Jorge Benjor, que foi no mínimo catártico, não dava para ficar parado um minuto que fosse. O cara é foda mesmo... É verdade que já foi um gênio, mas ainda é um ótimo entreteiner. E teve também o show do Trio Mocotó que foi igualmente sensacional, apesar de ter sido curto, mas foi bom porque não me esgotou tanto quanto o anterior. Ah! Nesse dia eu estava com uma linda saia preta. Não estava fantasiado de mulher, só estava usando uma saia, e confesso que foi bem legal usar.
Depois teve a quarta-feira de cinzas e o Hora Jazz de cinzas também, num dia totalmente cinzento. Nem lembro tudo que tocou. Lembro de Chet Baker e Paul Bley com How Deep is The Ocean e teve Miles Davis com uma música do Kind of Blues, nem lembro o nome da música, mas é linda.
Hoje eu vi o documentário de Ken Burns, e nesse episódio que vi falava do processo de gravação de Kind of Blues, que me pareceu bem interessante. Um disco incrível, gravado de uma forma diferente e com pessoas talentosas, iluminadas. Fiquei pensando como seria ter vivenciado aquilo... nem que fosse pra servir água pros músicos nos intervalos... Depois teve Coltrane tocando um levíssimo sax soprano em uma bela interpretação de My Favourite Things.
Poderia falar na perfeição irônica do mundo. Mas não estou afim. Para quê complicar as coisas? A beleza das coisas está na simplicidade, parece.